sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Meu neinem, vou tentar escrever isso em brasileiro para você, como uma vez eu fiz, se lembra? Tão boas memórias. Julgo que você sabe a razão pela qual estou lhe escrevendo essa "carta". Há um ano estávamos juntas, assim como em todos os outros desde que eu conheci você. E este ano não fugiria à exceção. Provavelmente estaríamos desfrutando do seu 17º aniversário juntas (as três doidinhas, como costume). Eu  daria os maiores motivos para você sentir bem e sorrir da melhor maneira possível. Mas, este ano é diferente. Você está longe. A muitos quilómetros de mim. Minha vista não alcança. É pena não existir "aquele negócio" -sempre me lembro dessa sua expressão e como eu e a Jô ríamos dela- o tele-transporte, porque garanto que já teria usado todos os dias só para poder ver você. Sabe... As saudades consomem. Está quase fazendo um ano que você partiu num avião para o outro lado do mundo e do Atlântico e desde então nunca mais a vi. Vou escrevendo cartas de vez em quando, mas meu coração está triste desde a sua partida. Eu mal posso esperar para ver você voltar no próximo ano, como me tem contado. É uma ansiedade. Sua amizade sempre foi e será dos melhores presentes que já tive. Ainda ontem estava arrumando minha caixinha de lembranças, você se lembra da quantidade de cartas e bilhetes me escreveu? Guardo-os a todos com carinho e até guardo seus "lenços escritos". Se lembra daquele farol que fizemos em minha casa, aquele projeto? Da primeira vez que cá jantou. Ou das nossas "alianças"? Ohh... me lembro tanto desses momentos. Meu único pedido neste momento seria de te abraçar, tão intensamente como sempre fizemos, eu tenho saudades desses tempos, e sei que você também. E o que me mais custa é saber que apesar de longe, anda triste nessa sua cidade natal, sem companhia e sem alguém que a apoie. Mas eu estou aqui embora no outro lado do mundo sempre pronta e disposta a ajudar você, sabe que minha porta estará sempre aberta para quando voltar. Melhor coisa que se cruzou no meu caminho, não é uma coisa, foi você. Até minha mãe pergunta por você com saudades, de te ouvir falar e rirmos juntas cá em casa. Volta pronto. "Meu riso é tão feliz contigo". Um beijo cheio de saudades, seu neineim.

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