terça-feira, agosto 30, 2016

 Éramos inseparáveis, pelo menos era assim que nos via e esta é a carta que eu nunca tive coragem de te enviar:

 Esperei muito tempo por te conhecer. A oportunidade era perfeita, depois de tantas pequenas notas e bilhetes que escrevíamos, chegou a altura de poder trocar contigo algo especial, aquele concerto - uma paixão que tanto nos unia. Eu sabia que seria especial, não sabia ainda que se iria tornar em algo tão grande. Por mais que me dissessem, nunca adivinharia que fosses - indiscutivelmente - alguém tão importante para mim e da qual não poderia prescindir (e até hoje não posso e se ao menos tu soubesses disso). Fui-me afeiçoando a ti, tal e qual como se fosses {permite-me que te chame} uma irmã, uma das pessoas que mais me orgulho e com um coração tão doce e meigo. Foste-me protegendo das adversidades deste estranho mundo e das maldades de quem me rodeava. Acompanhaste todos os primeiros passos de uma das coisas mais queridas que tenho e foste-me abraçando por mais desamparada que estivesse - sinto falta desses teus abraços sabes... 
  Nunca esperei que uma das coisas que mais carinho nutro se viesse a transformar nesta distância que não consigo quebrar e que bem tento. Nem sabes o que me tem custado isto. 
  Se algum dia leres isto, por favor, sorri, porque eu gosto muito de ti.

Da (tua) coruja e grande, grande amiga.

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