quarta-feira, janeiro 11, 2012

Brinco com as palavras entrelaçando-as nas linhas do meu caderno. Tento aos poucos encontrar uma harmonia que cure esta minha inevitável melancolia. A que se deve tanta nostalgia nesta pequena alma tão atribulada de sentimentos? Ora nada mais nada menos que isso. Uma mão cheia de sentimentos desprezados e ignorados que crescem nesta pequena alma de sonhadora, constantemente viajante e por vezes tão dispersa de si mesma e tão distanciada do que a rodeia. Estes sentimentos irrequietos que ganham rebeldes formas e se tentam soltar em formas de palavras. Estas, que remotam por sua vez os tempos que outrora vivera sorridente e esperançosa sem pingo de solidão comigo mesma. Encontro-me por vezes tão fria e escondida, como se tivesse receio em mostrar as minhas cores ao mundo. E as palavras que hoje escrevo representam para mim esse todo que me preenche; a dor que todos os dias venço e todos os dias regressa. Chego a pensar que eu própria não a venço. Não me venço, nem venço estes medos que me consomem. E que me consumo também das memórias que vivem tão permanentes na minha mente e que teimam comigo para ficar. Que vêm para ficar sem autorização. Que me confortam por leves momentos mas me magoam pouco depois. 

3 comentários:

  1. identifico-me totalmente com este texto! Mas tens de o esquecer princesa.

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  2. "Encontro-me por vezes tão fria e escondida, como se tivesse receio em mostrar as minhas cores ao mundo."
    "Aí amor... Doí tanto amar-te. Doí tanto não te ter." tanto sentimento e tanta dor e tanta magia nas palavras... adorei tudo, muito

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  3. Espero que fiques bem. Desejo-te mil vezes do que me desejas.
    Um beijo <3

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