domingo, maio 22, 2011

Encontrei um passatempo. Para ser mais verdadeira já nem é passatempo é um vício. É algo para mim tão necessário como a existência, tão importante como o ar que respiro. Digam o que quiserem nas minhas veias já não corre sangue, correm letras, ideias, frases, tudo o que escrevo. Cada vez que escrevo revelo um pouco de mim, revelo um pouco do que sinto, revelo um pouco desta personalidade um pouco adormecida. É a escrever que me encontro muitas vezes perdida, à espera que algo mude. Mas muitas vezes nada muda, e continuo perdida. Não o faço por modas, faço-o já naturalmente, é a minha necessidade. É assim que me expresso, é assim que demonstro o que sinto é assim que eu encontro maneira de dizer a todos o que não consigo dizer por voz, é o que eu penso e nunca digo.
E se o faço é por gosto, não o faço para mostrar que sofro. Porque escrever não é nada mais nada menos do que partilhar ideias e não expor a vida.
É assim que me sustento, escrevendo.

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